No meio da Cafua
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Vai começar a guerra publicitária

O Partido Democratas (DEM) anunciou na tarde desta segunda-feira (23), em Salvador, o nome do deputado federal ACM Neto como pré-candidato à prefeitura municipal. A intenção do DEM é montar uma coligação com 10 partidos para as eleições deste ano.
O senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, José Carlos Aleluia, presidente estadual do partido estiveram presente em reunião ao lado de outros políticos e lideranças dos Democratas. Para ACM Neto, o importante agora é continuar buscando o apoio de outros partidos. “Já são quase 10 partidos que podem estar ao nosso lado e é claro que, nem todos vão confirmar essa aliança, mas muitos podem caminhar conosco por acreditar nessa proposta de construir um futuro diferente para Salvador, uma prefeitura de qualidade e que atenda aos desejos e expectativas do povo da nossa cidade”, disse.
Depois de negociar com outros partidos para formar a coligação, ACM deve oficializar a sua candidatura na comissão do partido que deverá ser realizada até junho.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Dilma, o mapa e a fantasia
A presidenta Dilma recebeu ontem no Palácio do Planalto um mapa do Greenpeace com a radiografia das emissões de carbono da indústria do petróleo no Brasil. A publicação revela que por trás do "bilhete premiado" do petróleo, o pré-sal, há também uma bomba de carbono, que não pode ser ignorada nem considerada apenas uma "fantasia" de ambientalista.
Com o incremento da indústria do petróleo no país, estaremos também diante de uma curva ascendente de emissão de gases do efeito estufa. O estudo mostra que, impulsionado pelas reservas do pré-sal, em 2020, o Brasil produzirá 6,09 milhões de barris de petróleo por dia, o que representará 955,82 milhões de toneladas de CO² na conta de emissões mundiais - um crescimento de 197% comparado aos números atuais. Essas emissões podem consolidar o Brasil na incômoda posição de estar entre os três maiores emissores globais de gases do efeito estufa.
Às vésperas da Rio+20, a presidenta Dilma precisa decidir se o Brasil vai exercer o papel de liderança, como pretende, ou se vai manter o modelo de desenvolvimento do business as usual. Dilma tem agora em mãos um mapa da indústria petrolífera brasileira e suas emissões e pode utilizá-lo para repensar o peso do petróleo na nossa matriz de combustível e na matriz energética.
Se em seu discurso a presidenta reconhece a importância das questões climáticas e a necessidade de considerar o "clima" como um tema transversal a outros assuntos, então que seu governo ponha em prática políticas que estimulem de fato inovação tecnológica. O governo investe apenas 0,61% do PIB em inovação e a indústria - setor que afirmou ontem no Planalto que não será possível cumprir a meta de 5% de redução de emissões até 2020 - investe apenas 0,55%. Esses números estão muito aquém do desejável e do possível.
Impulsionar novas fontes renováveis de energia, garantir a qualidade da água, aumentar a proteção das florestas, investir em cidades sustentáveis e em tecnologias mais limpa e segura não é fantasia. Se o Brasil que propor na Rio+20 um novo paradigma de crescimento que não pareça etéreo e fantasioso, isso só será possível se a utopia da sustentabilidade for ouvida. Crescer, incluir, proteger e conservar é um mantra possível se os pilares da proteção e conservação forem de fato respeitados.
*Renata de Camargo é coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Asociación Damas de Blanco. Mais um exemplo de luta pela liberdade.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A CACHAÇA
A PRIMEIRA QUEIMA A GOELA DESCE FORTE E VAI RASGANDO,A SEGUNDA REFESTELA DESCE FRESCA E DESLIZANDO.
DESDE OS TEMPOS DO IMPÉRIO QUE ELA É MUITO APRECIADA, POBRE “BEBE” SEM MISTÉRIO O RICO A “TOMA” VELADA.
NAS FESTAS DE “GENTE BOA”QUASE NÃO SE FALA NELA, MAS NA “MOITA” A TAL PATROA É CHEGADA NA “AMARELA”.
NÃO CONHEÇO UM BRASILEIRO, MESMO CHEIO DE CHILIQUE, QUE IGNORE O SANTO CHEIRO DE UMA PURA DE ALAMBIQUE.
TOME PURA OU COM RAIZ,O IMPORTANTE É O RITUAL DE PASSAR PELO NARIZ BENZA A DEUS E “DESCE O PAU”.
A DANADA SEMPRE AGRADA, SEJA PURA OU CAIPIRINHA DENTRE TODAS DESTILADAS, APRECIO A TAL BRANQUINHA.
O SABOR QUE ARDE E QUEIMA TEM AROMA ORIGINAL, E APESAR DE TANTA TEIMA É PREFERÊNCIA NACIONAL.
A LENDA DIZ QUE A PRIMEIRA FOI JESUS QUEM PRODUZIUO QUE ME REFORÇA A CRENÇADE QUE DEUS É DO BRASIL.
luiz angelo vilela tannus
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Conferências: nosso grito!

Segue um comentário do nosso "amigo" Bonifácio da Hora Sobrinho:
Depois de um longo verão...
A Bahia da reforma psiquiátrica fervilha com as conferências municipais e a estadual de saúde mental. Num momento como esse cabe algumas elucubrações.
A primeira delas vem em forma de indagação: por que tantos anos para voltarmos a nos reunir? A que jogo de forças se deve atribuir esse considerável intervalo de tempo sem conferirmos a quantas anda a saúde mental em Salvador e na Bahia? O longo período sem refletir e questionar os trâmites que a saúde mental e a reforma estão tomando tem levado a situações burlescas, vexatórias, em que passam ao largo princípios básicos como ética e cuidado. Uma dessas situações diz respeito a um lamentável episódio que se deu no início do ano de 2010: o despejo do CAPS AD de Pernambués. Situação vergonhosa que colocou profissionais, usuários e todo o projeto terapêutico em condições abjetas. Isso poderia ter sido evitado? O que esse acontecimento diz da política de saúde mental municipal? Alguém da Secretaria Municipal de Saúde respondeu por esse fato?
Outra ocorrência, de há muito conhecida, diz respeito ao CAPS de Itapoan. Esse CAPS deveria ser objeto de estudo sócio-antropológico devido a sua intrigante e pouco acessível localização. Em se tratando de uma instituição que visa à inclusão, é no mínimo bizarro o local onde esse serviço funciona. Alguém da gestão municipal já esteve por lá?
E o tão alardeado CAPS III? Onde está?Alguém sabe? Alguém viu? O Aristides Novis figurou, durante certo período, como detentor do bastião de primeiro CAPS III de Salvador, foram contratados funcionários, reuniões foram feitas para discutir a mudança que deveria ocorrer na unidade, mas em que deu isso? O que fez esse projeto malograr? Salvador vai ter um CAPS III?
Os CAPS infantis, na Bahia, são em número de cinco para todo o estado. Salvador, cidade de três milhões de habitantes, possui dois. O que isso significa? Em Salvador, crianças não sofrem agravos psíquicos? O interior do estado não precisa de assistência em saúde mental infantil? O que pensa e diz o governo do estado sobre essa situação?
Não é possível não citar os “capscômios”. Verdadeiros manicômios reformados, de portas abertas, sem grades, sem projeto terapêutico, sem promover inclusão. È assustador ver um deles em funcionamento. Isso sem falar nos CAPS do interior do estado, vários atuando precariamente, oferecendo a população um serviço que, em muitos aspectos, deixa a desejar.
Atualmente, com a proximidade das eleições e sua conseqüente ingerência política partidária, começou a “dança das cadeiras”. Quem dorme coordenador de CAPS, não sabe se amanhece como tal. Não importa o trabalho que vinha fazendo, tampouco se quem chega para ocupar a “vaga” conhece de saúde mental. Os ideais precípuos da reforma, entre eles a escolha democrática da coordenação, parecem ter ido por “água abaixo”.
Os monumentos manicomiais: Hospital Mário Leal e Hospital Juliano Moreira, ambos sob a gestão do governo do Estado da Bahia, continuam a pleno vapor, sem nenhuma fresta de luz de mudança. Mantêm-se em seus lugares históricos de segregadores sociais e aviltadores de uma prática humanizada, não obstante as inúmeras denúncias que já foram publicamente feitas. Essas instituições nos indicam a direção, no mínimo anacrônica, que a política de saúde mental estadual tem tomado. Até quando senhores?
Será que os organizadores e participantes das conferências planejam abordar algum desses assuntos? Será que pelo menos um deles vai estar em pauta para discussão? Ou não se vai tocar nesses pontos? Talvez não sejam tópicos apropriados para grandes reuniões, quem sabe seja preferível a conversa ao “pé do ouvido” e fechar os olhos fazendo de conta que nada de mau acontece.
O tema eleito para as conferencias foi - Saúde Mental um Direito e Compromisso de Todos: Consolidar Avanços e Enfrentar Desafios – Políticas e Pactuação; Cuidado e Movimentos Sociais; Direitos Humanos e Cidadania – Desafios Éticos e Intersetoriais. Pode até parecer, para alguns, que os episódios relatados aqui sejam corriqueiros, coisa de pouca monta para se abordar em eventos dessa magnitude, mas se observarmos com atenção veremos que esses fatos dizem respeito à gestão, a política, ao cuidado, aos direitos humanos, a ética e a atenção em saúde mental a população. Quando esses desafios do cotidiano começarão a ser enfrentados? Quando esse conjunto de palavras que compõem o tema das conferencias deixará de ser quimera e passará a ação?
Sempre é bom lembrar que estamos em ano eleitoral e é interessante averiguarmos se os candidatos (seus séquitos e as idéias que os representam) dão a devida importância para a saúde mental. Os senhores, que ora lêem esse missivista, já prestaram atenção que saúde mental não aparece em propaganda eleitoral?