"(...) Mas porém eu não invejo
O grande tesouro seu
Os livros do seu colejo
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazer rima compreta,
Não precisa professô
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô
Canto as fulôs e os abróio
Com toda coisa daqui.
Pro toda parte que eu óio
Vejo um verso se buli.
Se às vezes andando no vale
Atrás de curá meus mal
quero reparar pra serra,
Assim que eu óio pra cima,
Vejo um diluve de rima
Caindo inriba da terra. (...) "
( PATSTIVA DO ASSARÉ )
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